Educação do campo: desafios da expansão da pedagogia da alternância e da educação popular no âmbito do estado.

Rosângela Pereira de Oliveira, Ilma Ferreira Machado

Resumo


Este artigo pretende discorrer sobre práticas educativas na educação do campo por meio da Pedagogia da Alternância no Estado do Espírito Santo. O estudo se pautou em metodologia de pesquisa qualitativa e na técnica da análise documental e da observação da prática pedagógica. O ponto de observação é uma escola Estadual que forma técnicos em agropecuária de forma integrada a formação em nível médio. Buscamos entender a educação como espaço de construção da participação sócio-política dos atores sociais campesinos visualizando nessas experiências o fomento à democracia e práticas educativas inovadoras. Após anos sendo relegada, compreendida como secundária, atrasada, e até mesmo desimportante, cujos conhecimentos e práticas muitas vezes foram desprezados, a educação do campo tem sido, recentemente, objeto de estudos e de políticas públicas no Brasil, apresentando práticas de resistência contra o projeto neoliberal. O Espírito Santo, influenciado pelo movimento de educação popular que nas décadas de 50 e 60 se espraiava pelo Brasil e América Latina, pode ser considerado como o nascedouro de resistências e apresenta desdobramentos contundentes principalmente por meio da assunção da Pedagogia da Alternância (PA) como uma prática educativa própria e apropriada aos povos do campo.


Palavras-chave


Assentamento de Reforma Agrária; Agroextrativismo; Cerrado; Agroecologia.

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DOI: http://dx.doi.org/10.25059/2527-2594/retratosdeassentamentos/2016.v19i1.206

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