Estratégias para enfrentar a fome no acampamento Santa Helena, São Carlos-SP

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Helena de Freitas Rocha e Silva
Rosemeire Aparecida Scopinho

Resumo

A literatura tem mostrado que a fome no Brasil é estrutural e multifatorial, relacionada à pobreza, ao êxodo rural e à falta de acesso aos alimentos. Esses estudos fundamentaram as políticas públicas de segurança alimentar e nutricional dos anos 2000, as quais abarcavam a reforma agrária como uma das diretrizes para combater a fome. Baseadas nos conceitos segurança e soberania alimentar, entrevistamos nove trabalhadores do Assentamento Santa Helena para compreender as suas representações sobre fome e as estratégias para lidar com ela durante a ocupação. Entre as estratégias mais utilizadas encontramos as aplicações dos saberes tradicionais para produzir em condições adversas, o trabalho informal na cidade e no campo, o racionamento e a partilha de alimentos. Essas memórias têm sido ressignificadas pelos trabalhadores como um motivo para lutar pela permanência no território.

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Seção

Artigos Originais

Biografia do Autor

Helena de Freitas Rocha e Silva, Universidade Federal de São Carlos - UFSCar

Graduanda de bacharelado em psicologia da Universidade Federal de São Carlos.

Rosemeire Aparecida Scopinho, Universidade Federal de São Carlos - UFSCar

Doutora em Sociologia. Professora titular do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos.

Como Citar

Estratégias para enfrentar a fome no acampamento Santa Helena, São Carlos-SP. (2024). Retratos de Assentamentos, 27(1), 7-23. https://doi.org/10.25059/2527-2594/retratosdeassentamentos/2024.v27i1.588

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