A (In)Visibilidade dos Agricultores Negros
um retrato socioeconômico do estado de Sergipe
DOI:
https://doi.org/10.25059/2527-2594/retratosdeassentamentos/2026.v29i1.645Palabras clave:
étnico-racial, desenvolvimento rural, desigualdade, políticas públicasResumen
O objetivo deste trabalho foi caracterizar e analisar socioeconomicamente os agricultores negros do estado de Sergipe. Para isso, foi utilizado a metodologia mista, em que qualitativamente foram realizadas análises bibliográficas e documentais e quantitativamente o levantamento e análise estatística de dados secundário obtidos por meio do Censo Agropecuário 2017. Como resultados, observou-se que a população negra no rural sergipano é majoritariamente composta por agricultores familiares, com estabelecimento até 50 hectares, com maior número de homens do que de mulheres e com apenas 7% dos estabelecimentos sendo assistidos por assistência técnica e extensão rural. Contudo, a maior parte dos agricultores familiares negros acessam o PRONAF produzindo, principalmente para pecuárias e lavouras temporárias, para subsistência e venda do excedente, caracterizando a agricultura familiar negra sergipana. Por fim, esse estudo comprova que, apesar de existir políticas públicas voltadas a negros e agricultura familiar de forma geral, o padrão de exclusão de pessoas negras em todas as vertentes da sociedade segue no meio rural
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